Da Reuters
A Ericsson cortará 1.550 empregos na Suécia, no momento em que a maior
fabricante de equipamentos de telecomunicações do mundo busca reduzir custos, em
um setor que tem sofrido com a desaceleração econômica global.
A concorrência tem pressionado os preços de equipamentos de telecomunicações,
ao passo que a fraqueza econômica tem levado a uma queda nos gastos de
operadoras de telefonia.
No terceiro trimestre, o lucro principal da Ericsson caiu 42 por cento, por
conta da desaceleração nas encomendas e uma mudança na composição de negócios
para contratos menos rentáveis. A companhia informou à época que se concentraria
no corte de custos.
Ao anunciar a demissão de 1.550 pessoas na Suécia, onde emprega 17.768
funcionários atualmente, a Ericsson disse que as redundâncias eram inevitáveis.
"Devemos garantir que possamos continuar a executar a estratégia de manter
nossa liderança de mercado, investir em pesquisa e desenvolvimento e atender às
necessidades de nossos clientes", disse em comunicado o diretor de recursos
humanos da companhia sueca, Tomas Qvist.
"Para garantir isso, precisamos nos focar em reduzir custos, promover
excelência comercial e eficácia operacional", acrescentou.
A Ericsson manteve a previsão para custos totais de reestruturação de 4
bilhões de coroas suecas (597 milhões de dólares), afirmou um porta-voz.
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