segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Ex-goleiro do Flamengo e companhia começarão a ser julgados hoje...

De OGlobo.com.br

O ex-goleiro Bruno; Luiz Henrique Romão, conhecido como Macarrão; e Dayanne Rodrigues, com quem Bruno tem duas filhas; já estão no Fórum de Contagem, em Minas Gerais, onde começa, daqui a pouco, o julgamento de cinco dos sete acusados pelo envolvimento no assassinato de Eliza Samudio.

O comboio com os réus Bruno e Macarrão chegou pela porta dos fundos do fórum. Já Marcos Aparecido dos Santos, o Bola; e Fernanda Gomes de Castro, ex-namorada de Bruno, ainda não chegaram ao local.
A noiva do ex-goleiro, Ingrid Calheiros, chegou às 7h58m ao Fórum sorrindo bastante. Toda vestida de preto, ela não falou com os jornalistas e entrou rapidamente no prédio. O advogado Élcio Quaresma, que defende Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, também já está no local. Francisco Simim, advogado de Bruno, chegou mostrando otimismo. Ele disse esperar que este“seja um júri onde a lei seja cumprida” e disse todo o processo está sendo conduzido por “pessoas elegantes”.

Rui Pimenta, advogado de Bruno, disse que o goleiro não pode ser julgado por homicídio, pois existem provas de que Eliza Samudio está viva, em um país europeu.
Sônia de Fátima Moura, mãe de Eliza Samudio, chegou ao fórum, por volta das 9h15m. Ela conseguiu a guarda definitiva de Bruninho, filho de Eliza e do goleiro Bruno, no dia 30 de maio de 2012.

- Eu confio na Justiça, na condenação de todos os réus. Eu quero os restos mortais da minha filha - disse a mãe de Eliza Samudio, ao G1.

Mãe de Eliza diz que senti revolta e mágoa

Arrolada como testemunha de defesa de um dos réus acusados de envolvimento no assassinato de sua filha, a mãe de Eliza Samudio, Sônia Fátima Moura, chegou a Belo Horizonte no sábado, depois de duas noites sem dormir direito. Ao ter acesso, segundo ela, ao processo na íntegra, pela primeira vez, Sônia, que dizia antes não sentir mágoa do ex-goleiro Bruno, um dos acusados, mudou de postura:
— Senti muita revolta e mágoa por tudo o que soube. Não tinha conhecimento até ontem. Quando minha filha se separou do Bruno, ele tinha sempre um chamariz para atraí-la. Ou por amigos em comum ou de outras formas. O Bruno atraiu a minha filha para a morte.
‘Quero olhar nos olhos dele’

Desde sábado, ela diz estar tomando dois tipos de calmantes. Sônia conta ter chorado muito ao ler o processo, ao lado de assistentes da acusação. Fora de casa, no Mato Grosso do Sul, está hospedada na casa de um dos seus advogados de acusação, em Belo Horizonte. Ela garante não ter dúvidas de que Bruno arquitetou o crime contra sua filha. Por ser testemunha, ela não sabe se poderá acompanhar o julgamento no plenário, mas planeja.
— Eu quero olhar nos olhos do Bruno para ver se ele tem coragem de me encarar — diz.
Sônia afirma que não tinha tido acesso aos fatos do processo para tentar se preservar.
— Eu estava muito debilitada, mas, no sábado, os advogados disseram: “Você tem que ter acesso ao processo”. Foi então que soube de como minha filha tentou escapar várias vezes dele. Ela já tinha feito dois ou três registros de ocorrência contra o Bruno.

Cercado de atenção do público, o julgamento deve causar polêmica. Rui Pimenta, advogado de defesa de Bruno, disse que vai pedir a nulidade do processo. Poucas horas antes de começar o julgamento do ex-goleiro e de outros quatro réus, acusados de sequestro, cárcere privado, homicídio e ocultação de cadáver da modelo Eliza Samudio, as manifestações já começam a acontecer na porta do Fórum de Contagem.

Muitas pessoas se deslocaram até a cidade para acompanhar de perto o julgamento, como o publicitário André Santos, de 51 anos, que deixou Viçosa, em Minas Gerais.


Nenhum comentário:

Postar um comentário