O humor no cenário internacional foi incentivado pela ideia de
que cresceu a chance de se evitar um abismo fiscal após novas reuniões do
presidente Barack Obama com políticos do país. Por aqui o dia ainda contou com
algumas particularidades. Além de ser véspera de feriado em algumas cidades do
País, o que manterá a BM&FBovespa fechada para negociações na terça-feira,
essa segunda-feira (19) foi marcada pelo vencimento de opções sobre ações.
Com um volume de R$ 2,59 bilhões, esse foi o exercício de
opções com o volume mais fraco em mais de um ano. As ações preferenciais classe
A da Vale foram as que tiveram a maior movimentação, com R$ 268,38 milhões para
as opções da ação a R$ 34,89.
Eletrobras despenca, com
preço-alvo em R$ 1
As ações da Eletrobras (ELET3, ELET6) foram os grandes
destaques desta segunda-feira. Pressionados pela renovação das concessões, o
Barclays cortou o preço-alvo das ações preferenciais de R$ 29,00 para R$
1,00.
O mercado parece seguir na mesma direção, uma vez que os ativos
ON despencaram 13,4%, para R$ 8,01, enquanto os PNA desabaram 15,4%, para R$
9,81. Ambos fecharam o dia em suas mínimas do pregão.
Segundo relatório assinado pelos analistas Francisco Navarrete,
Tatiane Shibata e Giovanna Siracusa, a receita líquida da companhia deverá cair
30% no próximo ano, afetando sua capacidade para distribuir dividendos. Além do
mais, a equipe do Barclays estima que a empresa poderá ter que recorrer a uma
oferta de ações para captar entre R$ 8 bilhões e R$ 10 bilhões, de modo a
conseguir reduzir a alavancagem e financiar suas operações.
Siderúrgicas e
petrolíferas: ganhos fortes
Em destaque durante boa parte do pregão estiveram as ações de
empresas ligadas ao setor de commodities, que estão entre os papéis com maior
volume negociado diariamente. Segundo o analista Carlos Müller, da Geral
Investimentos, esse movimento está mais ligado ao vencimento das opções do que à
melhora do cenário internacional.
Dessa forma, as ações da Usiminas (USIM3, +3,65%, R$ 11,65;
USIM5, +6,45%, R$ 11,39), OGX Petróleo (OGXP3, +7,47%, R$ 4,89), CSN (CSNA3,
+4,07%, R$ 10,23).
Os papéis da Petrobras (PETR3, +0,66%, R$ 19,75; PETR4,
+0,53%, R$ 19,13) e Vale (VALE3, +1,32%, R$ 35,95; VALE5, +1,21%, R$ 35,07)
chegaram a subir forte durante a sessão, mas encerraram o dia abaixo da variação
do Ibovespa.
Construtoras buscam
recuperação
Dividindo a posição de destaque na ponta compradora do índice
também estiveram as ações de empresas ligadas ao setor de construção civil. As
da Rossi Residencial (RSID3, +7,04%, R$ 4,26), MRV Engenharia (MRVE3, +6,42%, R$
10,44) e Cyrela (CYRE3, +3,91%, R$ 16,99) tiveram os maiores ganhos do
índice.
Flávio Conde, da CGD Securities, relaciona esse movimento a
uma recuperação das fortes perdas recentes. Considerando a trajetória dos
últimos 30 dias, a Rossi acumula perdas de 12,1%, sendo que a MRV e a Cyrela
possuem perdas de 14,3% e 5,4%, respectivamente.
B2W também esboça tempos
melhores
Os papéis das construtoras não são os únicos a entrarem em
recuperação. A B2W (BTOW3, +2,80%, R$ 12,13) mantém o bom momento e fechou entre
as maiores altas do índice.
Desde a divulgação de seus números trimestrais, na última
semana, a ação da varejista online chama a atenção do mercado. Na quinta-feira,
na sequência dos números trimestrais, a alta foi de 5%, enquanto na sexta-feira,
quando os analistas do Bank of America Merrill Lynch elevaram a recomendação das
ações para manutenção, o ganho foi de 9%.
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