terça-feira, 20 de novembro de 2012

Mercado financeiro: Eletrobras em queda livre...

Em alta durante todo o pregão, o Ibovespa, principal índice de ações da bolsa, encerrou o dia com fortes ganhos de 1,89%. O movimento está em linha com o mercado internacional, sendo que na Europa diversos mercados fecharam com valorizações próximas a 3%.
O humor no cenário internacional foi incentivado pela ideia de que cresceu a chance de se evitar um abismo fiscal após novas reuniões do presidente Barack Obama com políticos do país. Por aqui o dia ainda contou com algumas particularidades. Além de ser véspera de feriado em algumas cidades do País, o que manterá a BM&FBovespa fechada para negociações na terça-feira, essa segunda-feira (19) foi marcada pelo vencimento de opções sobre ações.

Com um volume de R$ 2,59 bilhões, esse foi o exercício de opções com o volume mais fraco em mais de um ano. As ações preferenciais classe A da Vale foram as que tiveram a maior movimentação, com R$ 268,38 milhões para as opções da ação a R$ 34,89.

Eletrobras despenca, com preço-alvo em R$ 1

As ações da Eletrobras (ELET3, ELET6) foram os grandes destaques desta segunda-feira. Pressionados pela renovação das concessões, o Barclays cortou o preço-alvo das ações preferenciais de R$ 29,00 para R$ 1,00.

O mercado parece seguir na mesma direção, uma vez que os ativos ON despencaram 13,4%, para R$ 8,01, enquanto os PNA desabaram 15,4%, para R$ 9,81. Ambos fecharam o dia em suas mínimas do pregão.

Segundo relatório assinado pelos analistas Francisco Navarrete, Tatiane Shibata e Giovanna Siracusa, a receita líquida da companhia deverá cair 30% no próximo ano, afetando sua capacidade para distribuir dividendos. Além do mais, a equipe do Barclays estima que a empresa poderá ter que recorrer a uma oferta de ações para captar entre R$ 8 bilhões e R$ 10 bilhões, de modo a conseguir reduzir a alavancagem e financiar suas operações.

Siderúrgicas e petrolíferas: ganhos fortes

Em destaque durante boa parte do pregão estiveram as ações de empresas ligadas ao setor de commodities, que estão entre os papéis com maior volume negociado diariamente. Segundo o analista Carlos Müller, da Geral Investimentos, esse movimento está mais ligado ao vencimento das opções do que à melhora do cenário internacional.

Dessa forma, as ações da Usiminas (USIM3, +3,65%, R$ 11,65; USIM5, +6,45%, R$ 11,39), OGX Petróleo (OGXP3, +7,47%, R$ 4,89), CSN (CSNA3, +4,07%, R$ 10,23).

Os papéis da Petrobras (PETR3, +0,66%, R$ 19,75; PETR4, +0,53%, R$ 19,13) e Vale (VALE3, +1,32%, R$ 35,95; VALE5, +1,21%, R$ 35,07) chegaram a subir forte durante a sessão, mas encerraram o dia abaixo da variação do Ibovespa.

Construtoras buscam recuperação

Dividindo a posição de destaque na ponta compradora do índice também estiveram as ações de empresas ligadas ao setor de construção civil. As da Rossi Residencial (RSID3, +7,04%, R$ 4,26), MRV Engenharia (MRVE3, +6,42%, R$ 10,44) e Cyrela (CYRE3, +3,91%, R$ 16,99) tiveram os maiores ganhos do índice.

Flávio Conde, da CGD Securities, relaciona esse movimento a uma recuperação das fortes perdas recentes. Considerando a trajetória dos últimos 30 dias, a Rossi acumula perdas de 12,1%, sendo que a MRV e a Cyrela possuem perdas de 14,3% e 5,4%, respectivamente.

B2W também esboça tempos melhores

Os papéis das construtoras não são os únicos a entrarem em recuperação. A B2W (BTOW3, +2,80%, R$ 12,13) mantém o bom momento e fechou entre as maiores altas do índice.

Desde a divulgação de seus números trimestrais, na última semana, a ação da varejista online chama a atenção do mercado. Na quinta-feira, na sequência dos números trimestrais, a alta foi de 5%, enquanto na sexta-feira, quando os analistas do Bank of America Merrill Lynch elevaram a recomendação das ações para manutenção, o ganho foi de 9%.

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